Caro leitor, escrevo hoje para falar de um artista que, definitivamente, mudou muita coisa na minha maneira de pensar e de agir. Acho, inclusive, uma tremenda injustiça não ter falado dele antes. Mas tudo bem. Falo agora de Oswaldo Montenegro.
Na verdade, comecei a conhecê-lo numa tremenda 'cagada'. Estava eu, um dia, meio-sem-ter-o-que-fazer, passando os canais para ver se achava algo interessante (coisa cada dia mais rara) na TV. Eis que paro no canal Record News, no programa do sempre chato Marco Camargo em que ele entrevista artistas, um programa que de vez em quando, bem de vez em quando mesmo, é bom. E naquele dia era.
Havia lá um cara, com os cabelos razoavelmente grandes, brancos, sentado ao teclado e ao seu lado uma mulher com os cabelos encaracolados, que a princípio pouco falava, e que tinha uma flauta transversal nas mãos. Eu não fazia ideia de quem eram. E depois de uns poucos minutos assistindo, vi o apresentador dizendo o nome Oswaldo Montenegro. Corri pra perguntar à minha mãe se Oswaldo Montenegro era aquele cara, porque aquele nome não me era estranho, e ela disse que era. A mulher: nada menos que Madalena Salles.
Confesso que não me lembro exatamente qual foi a primeira canção que o ouvi tocando naquele programa, mas isso talvez não importe mais tanto assim. O fato é que fiquei encantado. Lembro-me do meu encantamento ao ouvir A Lista, ao ouvir Travessuras e outras mais. Assisti aquele programa até o fim, e ele, pra variar, deu um show no fim. Fez uma canção no improviso utilizando cinco palavras que o apresentador lhe falou, bem ao seu estilo, dessa vez com o violão.
Depois daquele programa fui até a estante de CD’s de meu pai ver se ele tinha algum CD de Oswaldo, e tinha: Geração Pop, um CD ‘coletânea’ que tinha músicas da carreira de Oswaldo até o ano em que foi gravado. E, como não poderia ser diferente, um encantamento. A princípio canções como Lua e Flor, Intuição, Léo e Bia e Bandolins me chamaram atenção, mas pouco tempo depois fui descobrindo a beleza de várias outras canções daquele CD: Aquela Coisa Toda, Fado Doido, Quebra Cabeça Sem Luz, Por Brilho.
Aquele foi o ponto de partida para que começasse a procurar e a baixar CD’s e mais CD’s de Oswaldo, procurar vídeos, entrevistas, programas que ele participou etc. E, cada dia conhecendo mais a obra de Oswaldo, fui me modificando ou talvez me conhecendo; conhecendo uma parte que estivesse escondida. Pouco tempo depois ele lançaria o CD Canções de Amor, sensacional, como só poderia ser.
Oswaldo com certeza foi um cara muito importante num dado momento da minha vida, e eu trago (boas) consequências disso até hoje. O meu ‘muito obrigado’ à ele fica implícito nesse texto, em sua homenagem. Com certeza esse não será meu último post falando dele.