Durante horas eles planejavam e sonhavam como seria esse reencontro. O que diriam um para o outro? Estariam nervosos? Onde seria? Ele iria até ela ou ela viria até ele? Sentiam na pele uma saudade diferente, não aquela “comum”, mas uma saudade de concretizar algo que sentiam e não sabiam explicar.
Mas nem todo plano do mundo pode prever aquelas sensações indescritíveis. Aquelas mãos suadas, aquela dúvida no minuto antes: “Será que é isso mesmo?”, e no próximo segundo a confirmação de que sim; aquele brilho no olhar a distância, que emendava com um sorrisinho bobo que os dois coincidentemente abriram ao mesmo tempo. Já conheciam aquele sorriso, até nome já deram para ele – mas isso ficava entre eles.
Ela esperara alguns segundos – que pareceram horas – por algum sinal ou iniciativa dele, mas no fundo ela só queria senti-lo, sentir o toque, sentir as mãos, um afago nos cabelos (e que cabelos lindos ela tem!). Ficou toda envergonhada quando ele tocou seu rosto pela primeira vez, enquanto ele tentava disfarçar as mãos trêmulas.
“O beijo vem agora?” – pensou ele. Não precisou nem esperar pela resposta, aconteceu naturalmente. Os dois se abraçaram, aquele abraço forte, pesado, carregado de toda a “saudade” que sentiam, que trouxe consigo o beijo, esse agora calmo, mas com muita vontade. Estando ali tinham agora todo o tempo do mundo.
Não se preocupavam mais onde estavam, quem estava ao redor ou como haviam chegado ali, queriam sentir um ao outro, queriam sentir aquela coisa intensa que haviam vivido e estava ali, representada.
“Sentir, isso me basta no momento” – pensava ela, enquanto davam outro abraço emocionado antes de partirem... De mãos dadas.
Lindo!! Fiquei Emocionada! :)
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