Dois mil e doze começou e, como todo ano, eu não fiz promessas, metas, objetivos etc. Acho mesmo que desejei que esse seja um ano de mais abraços, mas isso não conta. Gosto de abraços. Assim como gosto de colocar minhas vírgulas onde achar que dará mais sentido ao que quero dizer, maldito português.
Inicialmente pensei que nada mudaria nesse blog, tanto que não fiz nenhuma postagem nos primeiros dias do ano; talvez porque ainda estivesse indeciso sobre. Essa deve dizer que algo pode ou vá mudar, mas nem eu sei ainda. Assim como não sei o porquê comecei e como começar esse post. Na verdade acho que eu sei! Uma palavra me inspirou e dela eu decidi me abrir um pouquinho neste espaço, mesmo que isso não represente muita coisa.
Sabe, nesse fim-de-ano-começo-de-outro completou-se três anos que eu mudei estado. Saí de São Paulo para a Bahia e devo dizer que não foi nada fácil. Nada mesmo! Não sei responder se já estou adaptado. Talvez acostumado, mas não gosto dessa palavra. Só que não era sobre isso que eu ia falar.
Durante os dezessete anos que vivi lá, uma palavra sempre me passou despercebido. Talvez porque não soubesse o real significado dela, talvez porque não tivesse enxergado a manifestação da mesma. Cultura. Essa era a palavra.
Eu não quero entrar naquela babaquice de comparações, tampouco de generalizações. Generalizações são sempre falhas, exceto essa que acabei de fazer. Comparações são sim babaquices; pessoas têm qualidades e defeitos, independente de onde sejam ou de qualquer outra generalização. Maldita dispersão! Voltemos à cultura.
Eu, confesso, tive que sair do meu estado natal (e de toda minha vida ao redor) pra entender realmente o que é essa palavra, ou melhor, pra enxergar a manifestação dessa palavra. Acho que agora, já no final, eu entendo o porquê desse post. O que quis mesmo dizer é que eu levei quase três anos mas agora eu percebo naquelas pequenas coisas interioranas as manifestações de cultura. Aprendi a julgar menos e me abrir mais para as coisas acontecerem; e aprendi também a valorizar a cultura baiana.
E se o início de um ano significa fazer desejos, meu desejo pra este blog é que as pessoas consigam enxergar e compreender as diferenças e as culturas e que este blog possa ajudar o crescimento daquele que o escreve e daquele que o lê.
Não foi nada fácil escrever isso.
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