Menu

Além do que se vê

É uma partida de futebol e como ela pediu a bola está com ela. Ele está novamente em campo, ali, se movimentando pra receber a bola em boas condições. Ele está ali disponível pra receber e tocar pra ela novamente, tabelarem. Mas nesse momento ela é a organizadora do jogo, a dona da bola; eles só farão o gol juntos se ela quiser tabelar com ele. E se ela quiser, ela saberá como fazer. Ela saberá como demonstrar a sua intenção de passe e vai se movimentar pra receber a bola de volta; ela saberá demonstrar que ele é o jogador que ela quer que seja o artilheiro.

Ele está novamente em campo, ali, se movimentando pra receber a bola em boas condições. Mas pra receber a bola. Se ele se movimenta e não recebe, a jogada não flui; e ele se cansa. Correr errado cansa mais. Bem mais. E ele vai se cansar de jogar, e vai pedir pra sair, ou vai esperar o jogo acabar. Não como da outra vez em que o final da partida ocorreu repentinamente e os jogadores ainda sentiam que o jogo não havia acabado, dessa vez, se isso acontecer, o jogo vai caminhar pro seu final automaticamente; os jogadores vão se demonstrar cansados, só esperando o juiz apitar logo, conformados com o resultado da partida, minados com o desfecho que isso teve.

Nenhum comentário:

Postar um comentário